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Post Pipoca – A Forma da Água

6 de Fevereiro de 2018

Olá Bruxandade! No Post Pipoca de hoje vou falar do filme A Forma da Água do famoso Guilherme Del Toro, ele também dirigiu A Colina Escarlate, que eu amo e acho que devia ter um post aqui também.

A FORMA DE ÁGUA

O filme conta a história de Eliza uma mulher que tem uma deficiência vocal devido um ferimento quando bebe a deixando muda (se atente ao detalhe), ela trabalha na limpeza de um laboratório (que parece sair de uma historia em quadrinho), sua vida segue uma rotina poeticamente solitária, a não ser por seu vizinho Giles, de meia idade, artista gráfico decadente, que mora com gatos.

A FORMA DE ÁGUA

E sua colega de trabalho Dalila, que além de falar pelas duas é o alívio cômico do filme.

a-forma-da-agua fuck you

Movida por uma curiosidade quase lúdica Eliza acaba testemunhando a chegada ao laboratório algo sem definição, uma espécime; criatura; monstro; experimento. Um homem anfíbio. Eliza nunca deu um nome para ele, nem ninguém o nomeou, mas Eliza nunca vai gritar o nome de ninguém para chama-la, então a função de um nome para ela é só definir as pessoas e ela não defini o Homem anfibio, ela gesticula apenas “Ele”.

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Mesmo alertada da perigosidade da criatura, Eliza se aproxima dele e consegue pela linguagem de sinais, se comunicar com ele, mas quando a ameaça de uma autópsia paira sobre a recente amizade de Eliza e o Homem Anfíbio, ela decide que precisa tirar ele de lá.

Forma de Água Eliza

Com um plano para lá de juvenil, mas arriscado, Eliza está disposta a tudo para salva-lo.

Eu chamaria o filme de ficção científica romântica (existe esse termo?) e tinha tudo o que aprecio num enredo: uma heroína corajosa, o bem vencendo o mal, o místico, algo mágico pairando nas entrelinhas da realidade, romance e umas pinceladas de drama.

Eliza e o homem anfibio

Uma cena que achei muito forte é quando Giles encontra Eliza abraçada ao Homem Anfíbio, e logo depois ele pinta a cena, o que deixa tudo com um significado ainda maior. E apagou a imagem que Giles talvez não fosse um artista bom, descobri que ele é incrível.

Desenho de Giles - Shape of Water

Se você assistir ao filme, observe esse homem sentado com os balões e o bolo, ele parece apenas um figurante, compondo a cena, mas ele segura um bolo de aniversario, faltando apenas um pedaço, como se tivesse comemorado seu aniversario sozinho, Eliza repara nisso, pois ela tem esse sensibilidade, esse reconhecimento de pessoas solitárias.

The Shape Of Water ponto de onibus

 

Eliza no ônibus giphy

Outro detalhe interessante é essa cena onde Eliza brinca na janela do ônibus, como eu disse o filme brinca com possibilidades e ali ele disse muita coisa, só precisava que a gente enxergasse, talvez com os olhos da Eliza.

 

Eu assisti ao filme e fiquei com o coração na mão em algumas partes, quis chorar, quis sim, e tive vontade de bater em uns personagens, ok ok em mais de um personagem e o final não me deixou a desejar em nada, na verdade eu queria sair do cinema com uma serie com 12 livros de A forma da água, pois eu não queria dizer adeus a sensação que eu estava sentindo.

 

 

Homem anfibio

 

O Homem Anfíbio foi capturado no Brasil, na Amazônia e era considerado um Deus e eu só consegui pensar na historia que eu escrevo chamada Fôlego. Nela tem uma criatura particularmente parecida, que vive no Brasil e era considerado um Deus antigamente. Meu coraçãozinho saltitou tanto que eu achei que fosse infartar. Guilherme del Toro a gente precisa conversar, me contrata homi, sua nova roteirista sou eu, ta na cara hehehe.

Se desejar conhecer algumas das minhas historias esse é o link do meu perfil no Wattpad: https://www.wattpad.com/user/Snopbel

Eu me despeço por aqui, espero que vocês assistam A Forma da água pois é lindo e encantado e com certeza você não vai se arrepender.

bjs de luz

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