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The Kiss of Deception – Cronicas de Amor e Odio

29 de dezembro de 2016

Ola Jujubas e Amendois!!! Hoje vou falar de um livro que eu comecei a ler antes da mudança: The Kiss of Deception – Cronicas de Amor e Odio da Mary E. Pearson, publicado no Brasil pela editora Darkside e parei bruscamente, até retoma-lo ontem e dar fim a historia que só faltava umas 60 paginas ><

A historia parece um conto de fadas, tem princesa, reinos, casamentos arranjados… Não foi isso que me chamou atenção na historia, foram a quantidade de pessoas postando sobre o livro dizendo que ele isso e aquilo, que me fizeram querer ler.

Não sou tão influenciada assim pela opinião dos outros, mas depois de ler A Noiva Fantasma também publicado pela Darkside, percebi que a editora tinha o poder de publicar o tipo de Romance que eu gosto e parti comprar o livro.

Em resumo da historia e isso não tem nenhum spoiler, pois é deixado bem claro em qualquer busca sobre o livro. Lia é uma princesa, tem 17 anos e esta prometida para casar com o príncipe de um reino vizinho para criar uma aliança entre ambos, aplacar a rivalidade entre eles e unir forças contra a ameaça constante dos “Bárbaros” de Venda. Mas Lia foge no dia do casamento, determinada a fazer suas próprias escolhas, recusando se casar com um príncipe desconhecido. O príncipe vai atras dela, mas um assassino contratado também e a grande questão era, quem vai alcança-la primeiro?

Eu nem tinha começado a ler o livro e já estava pensando; “aff, já sei, o assassino vai chegar primeiro, eles vão se apaixonar, dai vai ter aquela parte dramática da historia onde explica porque o assassino é mal, mas no fundo ele é bom e o príncipe vai aparecer e se mostrar um babaca e a gente vai odiar o príncipe e torcer pelo assassino.” Nada contra mostrar o lado bom das pessoas, querer vangloriar que todos merecem uma segunda chance, mas esse tipo de romance está tão batido que eu quase, veja bem, quase me arrependi de comprar o livro.

“Como foi que a senhora conseguiu, mãe?”, perguntei-lhe, ainda com o olhar fixo nas carruagens que estavam de passagem lá embaixo. “Como foi que viajou todo o caminho de Gastineux até aqui para casar-se com um sapo que a senhora não amava?” “Seu pai não é um sapo”, respondeu ela em um tom austero. Girei-me para ficar cara a cara com ela. “Um rei, talvez, mas um sapo mesmo assim. Você está querendo me dizer que ,quando se casou com um estranho que tinha o dobro da sua idade, a senhora não pensou nele como sendo um sapo?” Os olhos cinzentos de minha mãe repousaram com calma em mim. “Não, não pensei. Era o meu destino e o meu dever.” Um suspiro de cansaço irrompeu do meu peito. “Porque a senhora era uma Primeira Filha.” 

Logo no começo da historia, que é Narrada pela própria Lia, você percebe que ela é uma garota diferente, tem aqueles pensamentos rebeldes, como boa adolescente, se acha a sabichona, eu sei, já pensei daquele jeito hahaha.

Ela nos apresenta sua vida, sua cultura e costumes (os quais ela não dá muito valor) e sempre enfatiza a importância de ter sido criada com irmãos homens, as coisas que aprendeu e são esses aprendizados que salva a sua vida no decorrer da historia. No começo do livro de certa forma ela não da nenhuma dica de que ia fugir do casamento (a não ser o fato de que esta na sinopse do livro isso), sua fuga acontece tão repentinamente e de forma tão rápida e bem sucedida que eu desconfio que mais para frente da historia eu descubra que essa fuga fazia parte de um plano muito maior que nos leitores poderiamos supor.

O pai da Lia é o rei de Morrighan, mas ele é mais rei do que pai e considera os filhos seus soldados e exige que eles sirvam aos propósitos do Reino. A mãe parece ser uma mediadora, mas em alguns momentos eu acho que ela esconde as coisas e nos próximos livros ela vai ser o eixo de grandes revelações da trama toda.

“Sim, eu de fato sirvo bem o Reino, exatamente como deveria faze-lo, Vossa Majestade. Afinal de contas, sou um soldado do seu exercito.” Ele franziu o rosto e olhou com ares inquisitivos para minha mãe, que balançou a cabeça de leve, dispensando o assunto em silencio. Meu pai – Rei em primeiro lugar, e pai em segundo – ficava satisfeito em ignorar meu comentário, porque, como sempre, outras questões eram de fato mais prementes.

Em alguns capítulos é narrado pelo assassino outro pelo príncipe, até que ambos encontram a princesa Lia trabalhando numa estalagem, servindo mesas e é ai que a historia me ganhou de vez.

Em nenhum momento fica claro quem é o príncipe e quem é o assassino. Mas como isso?

Quando são eles narrando a historia aparece no titulo do capitulo “assassino” ou “príncipe”, quando ambos chegam a estalagem onde a Lia trabalha e mora, eles se apresentam com nomes que até então não haviam sido citados na historia e a partir dai os capítulos deles apresenta esses nomes (Não vou cita-los também porque eu quero dar o menos de informações possíveis sobre eles para não estragar o mistério para quem ainda vai ler). Então a partir do momento que eles ganham nomes, eles deixam de ser o “assassino” e “príncipe”.

“Diga-me uma coisa…”, sussurrei. “Você é o assassino que foi enviado por Venda para me matar?” “Sim” “Então porque ainda estou viva?”

Ambos sabem que a Lia é a princesa, ambos se hospedam na estalagem para vigiar ela e ambos sentem um contra o outro uma rivalidade feroz, siiiiim, ambos de apaixonam por ela, ou pelo menos é o que parece hehehe. Mas nós pobres leitores ficamos lá no meio dessa confusão, sem saber por quem torcer.

Claro que eu tinha meu favorito, acho impossível ler a historia e não escolher um lado para torcer, mas constantemente eu pensava “E se eu estiver torcendo para o assassino, não posso esquecer que ele foi mandado para matar a Lia”

(…) Mas eu sabia que ele havia vindo. Ele estava aqui. E talvez, por ora, essa fosse toda verdade de eu precisava.

Você percebe uma verdadeira transformação na forma de pensar a agir de Lia, ela realmente ganha um amadurecimento palpável no decorrer da historia e não a historia não se resume em um triangulo amoroso em uma estalagem. Ha reviravoltas, revelações e o DOM.

Sim o DOM, como eu disse a historia esta cheia de cultura e costumes e Lia não é apenas uma princesa, mas a Primeira Filha da Casa Real e isso quer dizer que ela tem o dom, um poder, uma força, uma energia, algo inexplicável, como uma religião, onde precisa ter fé para crer, no começo da historia Lia mostra que acredita que exite o dom, mas assume que não o tem e diversas vezes isso só afirma o pensamento dela de que ser princesa e a Primeira Filha, não era a praia dela.

Sobre o final

Até o final do livro são 400 paginas, com direito a uma Trip Cam Lanteux, mapa e uma Lia mais empoderada, o final não foi uma grande surpresa, teve um momento bad, sim claro com certeza, teve aquele pesar no essedois sabe, que faz a gente se preparar para a merda ou treta que vem a seguir, mas como eu disse o final não foi uma grande surpresa, mas não quer dizer que você não vai ficar louco para saber o que acontece a seguir.

Eu terminei o livro era 5 da manhã, assim que a livraria abriu, eu estava la comprando o segundo livro porque eu PRECISAVA saber o que tinha acontecido, mas não termina por aqui, pelo que sei é uma trilogia, eu já comecei a ler o segundo THE HEART OF BETRAYAL, e posso afirmar que ta continuando exatamente onde parou o primeiro livro The Kiss of Deception, li 3 capítulos e estou desejando que esse livro tenha ainda mais ação e revelações que o primeiro, por enquanto é isso, peço desculpas se não entrei em mais detalhes sobre os personagens, mas eu realmente não quero estragar a grande sacada da historia, nem influenciar ninguém, mas para deixar registrado eu sou team Rafe!

!!! ><

Deixa aquele comentário bacana que eu vou amar saber a opinião de vocês!

 

xoxoxo

bjs de luz

 

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