LifeStyle

Sobre ter Gatos

17 de novembro de 2016

Ola Jujubas e Amendoins! Hoje vou falar de gatos, sobre ter gatos.

Eu tenho um casal de gatinhos, que tanto para meu marido como para mim são nossos filhinhos. Eles se chamam Menzo e Solf, são preto e branco, não são de raça, foram adotados a partir de sites na internet. Estávamos com o casamento marcado, fazendo mudança para nossa casa e meu Maridão disse que íamos adotar um gatinho…foi assim que tudo começou…

Menzo e Solf dentro da bacia

Desde que eu era criança, por causa de uma coleguinha da minha rua, que tinha gatos, eu quis um, mas minha mãe deixou bem claro com repugnaria na voz o suficiente que eu nunca teria um gato, pelo menos não enquanto eu morasse com ela. Então não foi de se estranhar que quando meu marido compartilhou que ele também tivera uma experiencia semelhante a minha quando mais novo, nós adotamos um gatinho sem questionar.

Na verdade eu questionei um pouco, porque eu temia todas as coisas que eu cresci ouvindo sobre gatos. Quando eu era mais nova minha mãe descrevia os gatos como animais traiçoeiros e interesseiros, também notei que em minha família ninguém nunca, nunquinha tivera um gato. Minha avó fazia careta sobre gatos. Minhas tias cara de nojo.

Menzo na caixa

Mas lá estava eu indo buscar Menzo na estação da Sé, onde as bondosas pessoas que o encontraram e o acolheram marcaram de encontrar meu marido e eu. Menzo foi colocado em uma caixa com furos e entregue discretamente para mim, sim, discretamente, pois é proibido o transporte de animais mesmo em caixas, no metro. Eu olhava pelos buracos na caixa e só via grandes olhos arregalados, assustados, uma pequena bolinha de pelo encolhida no canto, como alguém poderia virar a cara para algo tão indefeso?

Quando ele chegou em casa, ele cheirava tudo, caminhava por todos os cômodos (ainda vazios, nós não tínhamos o moveis ainda hehehe) desconfiado comigo e meu marido que não conseguíamos parar de olhar para ele. Lá de quando a gente contatou as pessoas que encontraram o Menzo, dissemos ter interesse em ficar com ele e marcamos o encontro durou uns 5 dias, nesse tempo, meu marido e eu liamos tudo que podíamos sobre gatos, se pegar nossa conversa daquela época é um fluxo de trocas de links só sobre gatos. Queríamos estar preparados para ele.

Menzo gamer

Eu tinha um medo enorme do Menzo não gostar de mim, dele se tornar o monstro que quem não gosta de gatos descrevem cheios de moral, mas eu não poderia estar mais errada. Menzo é extremamente carinhoso, atencioso, falante e se você não entende isso por não conhecer nenhum gato, sim os gatos miam para seus donos em resposta, eles não são essas criaturas traiçoeiras e interesseiras que pintam eles por ai.

Menzo dorminhoco

Meu Menzo gosta de participar, então quando estamos assistindo tv, ele sempre fica com a gente, na hora das refeições ele senta na cadeira ao lado comportadinho, tanto ele quanto a irmã. Meu marido trabalha muito, viaja e ele me faz companhia o tempo todo, sem essea que gato só gosta da casa, quando eu saiu, vou dormir na casa da minha mãe ele fica me esperando, olhando pra porta, eu sei porque eu coloquei uma câmera na sala para ficar de olho neles quando eu me ausento. Ele passa a noite inteira me esperando é de cortar o coração. E quando eu volto ele está tão manhoso querendo carinho e atenção e falante, fica miando pra toda exclamação que eu digo.

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Aparentemente algumas pessoas que me conhece tem o prazer de demostrar seu desgostos pelos meaws na minha frente, como uma necessidade de reafirmar isso para mim, já que eu trato meus gatos como filhos, eu faço festa de aniversario, tenho fotos deles pela casa e não penso duas vezes para citar eles nas minhas conversas. Eu não faço questão nenhuma de convidar para me visitar, meus gatos foram criados com tanto amor que eles não esperam ser maltratados, booom pelo menos o meu Menzo…

Eu falei primeiro do Menzo porque minha Solf é um situação delicada. Sobre ela eu tenho a seguinte frase: “Se eu, que nunca tive um gato tivesse tido a Solf primeiro, provavelmente eu teria uma visão distorcida da maternidade de gato.”

Minha gatinha teve uma primeira infância difícil, ela não teve o contato com mamãe gato dela, ela não foi amamentada, foi encontrada com horas de vida embaixo de chuva, ficou internada, quase morreu, talvez você ache que eu estou exagerando “aff primeira infância de gato Priscila?” mas não estou, ha N fatores que vão interferir na vida do gatinho e isso ocorre nos primeiros dias de vida dele. Se por um lado eu tenho o Menzo que é social, carinhoso, presente, do outro eu tenho a Solf que é assustada e fechada.

A Solf chegou aqui em casa com uns 25 dias, elas estava em um lar temporário antes, então ela era amamentada ainda, tinha dificuldade de locomoção, era um bebezinho, mas assim que ela começou a ficar mais espertinha ela começou apresentar um comportamento dela.

Ela não gostava de ficar com a gente o tempo todo, ela preferia dormir em lugares escondidinhos, tipo caixas, casinha e dentro do sofá, diferente do Menzo que dorme na nossa cama, tem medo da chuva e mia como se estivesse chorando quando chove, ela gosta de brincar sozinha e se interessa muito mais por caçadas que o Menzo.

O Menzo você chama ele vem e passa a cabeça na sua mão pra receber carinho, a Solf você chama e ela vem também, mas fica numa distancia confortável para fugir, uns 2 metros mais ou menos.

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O Menzo gosta de ficar na cama, no tapete, no sofá. A Solf gosta do quintal, assim que ela acorda ela pede pra abrir a porta e passa uma boa parte do dia olhando os passarinhos, perseguindo insetos, brincando com as plantas.

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Quando recebo uma visita, Menzo espera alguns minutos até sentir que está tudo bem e então já vai fazer amizade, em pouco tempo ele pede carinho pra visita, senta no colo e tudo. Minha Solf se escode embaixo da cama lá ela fica até a pessoa ir embora.

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A Solf também gosta muito mais do meu marido, acredito que os gatos identificam seus donos, Menzo faz questão de ficar comigo, quando meu marido está em casa a Solf sempre escolhe ficar mais por perto dele e isso faz sentido porque assim como as pessoas os animais tem personalidade.

Menzo exige atenção o tempo todo e eu sou extremamente carinhosa. Solf é mais na dela, meu marido trabalha muito com o computador e ela prefere apenas sentar perto dele, ficar no quentinho da ventoinha do notebook, ela sabe que ele não vai ficar passando a mão nela como eu faria e é disso que ela gosta.

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Nesse exato momento que escrevo esse post, Menzo esta disputando a minha atenção do notebook, enquanto minha Solf está brincando em baixo da cama.

Demorou um pouco para nos acostumarmos com o jeitinho da Solf, depois de muita pesquisa a gente entendeu melhor porque ela fazia as coisas que fazia e nosso relacionamento só melhorou. Hoje ela vem pedir carinho, ronrona, mas no tempo dela, ela ainda tem medo que a peguem no colo.

Agora imagina só, depois de tanto tempo para conseguir a confiança dela, chegar alguém aqui em casa que não gosta de gatos e maltratar ela? Pois então esse é meu maior medo. Eu acabo sendo super protetora, mas pra mim é assim “Não gosta de gato, nem precisa vir na minha casa!”

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Quando eu vivenciei como os gatos são limpinhos; você não precisa ensinar onde eles devem fazer as necessidades, coloca a caixa de areia que eles vão sozinhos, depois é só limpar a caixa e existe caixas cada vez mais funcionais e praticas para isso. Eles não são barulhentos, nem avançam nas visitas. Depois que castrei eles, perderam totalmente o interesse de ir pra rua. Pelo menos meus gatos, eles mudam os horários deles conforme a nossa rotina, como aqui em casa tem semana que trabalhamos a noite e dormimos de dias, os gatinhos acompanham.

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Eu os trato como crianças, se está tudo muito quieto é porque estão aprontando. Se vou deixa-los por um tempo longo sozinhos eu previno acidentes retirando qualquer coisa que possam derrubar ou se machucar, faço um rodizio com os brinquedos, porque assim como as crianças eles enjoam dos mesmo.

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Solf agindo normalmente mesmo vestida de sacola hahaha

Eles são gatos e vão fazer coisas que gatos fazem, arranhar os moveis, escalar as cortinas, lutar com as almofadas, derrubar os enfeites do rack, se esconder nos armários, jogar as roupas para fora das gavetas, dormir em cima da roupa limpa, comer as plantas, derrubar a arvore de Natal, encher sua casa de pelos, consequentemente eles vão te arranhar…

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Mas assim como você faria com crianças, seus filhos, você precisa educa-los. Menzo tinha o habito de escalar as cortinas, achávamos a coisa mais engraçada ver ele subindo e descendo, ele acabou com a cortina da sala, parou depois de um tempo, com a Solf a gente não deixou. Por outro lado a gente proibi o Menzo de subir na mesa, por isso ele senta na cadeira, a Solf simplesmente ignora e continua subindo e nós como pais continuamos a faze-la descer.

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Se você pretende ter um gato a primeira coisa que eu te digo: É um gato, não um cachorro! Aparentemente as pessoas que não conhecem gatos, argumentam que cachorro é isso e aquilo, mas elas não entendem que são tipos de animais completamente diferentes. E por falta de informação falam asneiras enormes, mas redundantes acabam voltando as características dos cães como se isso fosse motivo para desprezar os gatos.

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Existe dois tipos de pessoas; as que não gostam de gatos e as que nunca tiveram um. Por isso antes de falar mal de gatos, pensa que você pode estar falando para uma família como a minha, que é completa por que eles são os filhinhos de alguém. Você consegue imaginar alguém falando mal de uma criança por ela ser Altista ou ser Down por exemplo, para pais de crianças Altista ou com Down? Seria algo tão insensível não é mesmo. Então se você costuma encher a boca para falar mal de gatos para pessoas que tem e amam gatos, apenas fique quieto, guarde para você.

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Fazia tempo que eu queria falar dos meus bbs aqui e acho que nesse momento está mais que oportuno, está necessário! Exatamente por algumas experiencias desagradáveis que eu passei precisava falar, desabafar, sei la, apenas enfatizar o quão maravilhoso é ser mamazinha desses dois meaws e como eu não troco a companhia sincera deles por ninguém.

E você que está lendo, tambem gosta de gatos? Tem gatos? Quantos? Ou tem vontade de ter um? Deixa aquele comentario bacana pra gente conversar =D

bjs de luz

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Meu buque de Menzo
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  1. Eu amo gatos, principalmente minha meninas, porém, não foi sempre assim eu nunca tive gatos por conta da asma do meu irmão, mas depois de tanto pedir minha mãe deixou. E agora não vivo sem minha meninas.
    Eu acho que tenho a copia feminina do Menzo.

    1. Que prazer ter você aqui! Eu acho que quando envolve saúde é complicado mesmo Juliana, descobri que eu tenho rinite depois de ter adotado os gatinhos, no começo foi difícil, mas o amor por eles superou.
      Fico feliz que sua história tenha tido um final feliz, afinal sua mãe deixou você ter gatinhos, mães podem ser bem difíceis de convencer hahaha

  2. Oi Priscila! Amei a história de amor e cuidado com os gatíneos!! Me identifico totalmente <3 <3 Meu amigo vaquinho, bem parecido com o Menzo, viveu muito e fez muita bagunça e manha em todos esses anos; hoje, nosso amigo é um ruivo bem Garfield, dorminhoco e muito carinhoso também <3
    Enfim, super concordo com a frase "que tem medo de gato é porque nunca conviveu com um"; claro que há bichinhos traumatizados, que sofreram demais antes de serem adotados mas, em geral, gatos são quietos, porém amorosos quando sentem essa confiança em seus Humanos 🙂
    Adorei o post, guria! Acompanhando o blog desde agora!
    Bjs,
    Rebeca

    1. Seja super mega bem vinda Rebeca!!! Ai que amor você tbm, uma das coisas mais gostosas em ser mamazinha de gatos é encontrar outras mamazinhas de gatos *__* rola uma compreensão cósmica, como um grupo secreto. A gente vive praticamente as mesmas experiência e isso é um poderoso gerador de empatia =)

  3. Olá!
    Nesse texto eu realmente me vi!
    Hoje eu tenho 4 gatinhas lindas (Mirra, Mirella, Nicole e Janine), já vai fazer um ano em janeiro, antes disse eu nunca tive gato justamente por conta desse preconceito que eu mesma tinha.
    Fico feliz por elas terem mudado completamente meu ponto de vista em relação aos gatos, hoje elas são tudo pra mim, gostam de brincar, de arranhar os móveis, mas todo os prejuízos são pagos com os carinhos das 4! Adorei o texto, bjs!

    1. Ola Jamile!!! Ah seja super bem vinda aqui. Ficou tão feliz que tenha se identificado com o texto, isso me faz me sentir menos sozinha nessa fantástica jornada de ser mamazinha de gato, só assim pra entender que moveis a gente compra outro, mas o amorzinho de um gato é único. bjs de luz

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