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A Garota Dinamarquesa

22 de junho de 2016

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Ola Jujubas e Amendoins para o post Pipoca de hoje vou falar do filme A Garota Dinamarquesa. Eu o assisti esses dias e fiquei impressionada com a forma que abordaram um tema tão delicado como a transsexualidade, gênero e matrimonio.

Na historia temos o casal Einar e Gerda, ambos são pintores, mas Gerda (Alicia Vikander) vive a marge obscurecida pelo sucesso do marido Einar. Eles são muito amigos e o fato dos dois serem artista dá uma certa sensação de liberdade, como se a forma como eles se tratam na intimidade fosse algo esperado de pessoas que trabalham com seu lado mais criativo por assim dizer. Eles parecem um casal feliz, estão juntos a 6 anos e estão tentando (bastante) ter um filho.

Para terminar um quadro a tempo, Gerda pede ao marido que vista um par de meias e sapatos femininos e pose no lugar da modelo. Esse momento do filme é muito delicado e envolvente, é como se estivéssemos assistindo alguma coisa nascer, Einar reage como alguém que está despertando e é lindo. Fabuloso a atuação de Eddie Redmayne!

Antes mesmo de Einar assumir realmente, encarnar a real pessoa que ha dentro dele. Gerda viu isso. Eles tinham uma ligação como casal tão profunda que ela conseguiu ver quem o Einar realmente era por dentro. Ela o desenha enquanto está dormindo o desenho como muito breve ele se assumiria; Lili.

Como artista com certo prestigio, Einar tem que comparecer a eventos sociais, onde precisa conversar, sorrir e ser agradável, mas ele possui um jeito mais tímido e introspectivo que torna esses compromissos sociais uma tortura e ele os evita. E foi num tom de brincadeira, inspirado do desenho que Gerda fez, que Einar se veste pela primeira vez de Lili e vai para o evento e se apresenta como prima de Einar. O casal parece divertir, mas algo muda depois daquela noite. Einar deu nome a pessoa que ele tinha dentro dele, deu forma, cores e sentimento.

Gerda não está lidando bem com a situação, você consegue ver que ela tenta e no fundo ela talvez queira gritar, mas ha ali um terrível medo de perder Einar. Lili começa a ficar cada vez mais presente é como uma amante que Einar vê regularmente. Gerda como artista passa a transmitir o que sente nos quadros e a figura de Lili se torna presente em todas as suas obras e por ironia do destino esses quadros começam a ter uma enorme visibilidade.

Gerda é chamada para expor em Paris, lá longe de conhecidos Einar pode ser Lili sem se preocupar com o que vão dizer e ele passa a maior parte do tempo sendo Lili, mas ele quer mais, ele quer entender o que ele é e se sentir completo com ele mesmo, ou melhor com ela mesmo.

Eu percebo que até o fim do filme Lili sabe o que quer e o que está disposta para conseguir. Gerda por outro lado não é uma artista sem Lili, seu principal e único tema nos quadros, ela também não é mais casada com Einer, já que ele não se considera mais Einer e sim Lili. Suas feições parecem tristes e frustadas.

Lili faz planos e tem sonhos. Gerda não, e não sabe como deixar Lili ir, imagino como estava a cabeça dela, perdeu o marido e o melhor amigo. O final foi grotescamente impiedoso como a vida geralmente é, mas que nos faz pensar que é melhor viver uma vida curta mas plenamente satisfatória do que uma longitude agradando e servindo para um proposito vazio.

Meu maior sofrimento foi por Gerda, por estar envolvida como estava era incapaz de reconstruir sua vida e isso é muito triste eu sempre sinto pelas pessoas que ficam e não pelas que se vão, as que ficam precisam de consolo e salvação ou viverão uma penação nessa terra.

O filme se mostrou ousado por abordar um tema ainda tabu para nós atualmente, que dirá em  1930 numa época ainda mais obscurecida pela ignorância humana. O que posso afirmar é que felizmente hoje ninguém precisa mais viver preso dentro do próprio corpo ou morrer tentando se libertar e só espero que as pessoas libertem seus corações do pre-conceito que gera todo esse preconceito.

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bjs de luz

 

 

 

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