LifeStyle

Eu, escritora!

27 de abril de 2016

Bom dia Jujubas e Amendoins!

Hoje para o post Rotina escolhi falar um pouco mais sobre mim e sobre um dos grandes sonhos que eu tenho: ser escritora.

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Essa foto, com cadernos gastos, são o trabalho de uma vida, da minha vida. Comecei a escrever pequenas historias na oitava serie, eram em geral historia para crianças e eu contava elas para minha irmã mais nova todas as noites antes de dormir. A forma como os olhos dela brilhavam e ela torcia pelos personagens me davam tanta alegria que eu escrevia uma historia nova pra ela sempre que dava.

Para minha surpresa ela passou a contar minhas historias na escola, na época ela estava começando a se familiarizar com as letras e palavras e o que eu descobri depois era que as amigas dela gostavam das minhas historias. Minhas historias iam evoluindo conforme minha irmã ia crescendo, ela sempre foi minha ouvinte e depois se tornou a minha leitora numero 1, em uma de sua aulas na sala de leitura, os aluno tinham que levar um livro e contar a historia para sua classe e qual foi minha surpresa quando ela escolheu um dos livrinhos que eu fazia com folha sulfite para ela. Ela mostrou as ilustrações que eu tinha feito e fazia as vozes dos personagens como eu fazia pra ela e por causa disso a professora dela disse que eu deveria ser escritora, veja bem, não foi minha professora que disse, nem meus pais que sempre levaram na brincadeira minhas historias, nem nenhum parente próximo, foi a professora do fundamental da minha irmã que me mandou um recado por ela me incentivando me tornar uma escritora.

Nos próximos anos eu imergi numa busca por auto conhecimento, eu defini sobre o que eu queria escrever e para quem eu queria escrever, então passei a ler tudo que eu pudesse sobre isso. Frequentava bibliotecas publicas pois meus pais não achavam que valia a pena me comprar livros por que eu os lia muito rápido e logo queria um novo. Eu cheguei a ser voluntaria numa biblioteca de CEU – Centro educacional Unificado e por isso ter acesso a todos os livros, mas minha mãe não gostou nada de me ter trabalhando de graça, o que eu tentei explicar para era que não bem de graça, já que eu tinha a oportunidade de ter livros novinhos a minha disposição e isso me valia como pagamento.

Depois de ler muito, eu decidi que já era hora de começar a escrever, as ideias vinham para mim de tudo quanto era jeito, até em sonhos, minha inspiração era tão incrível que eu brincava dizendo que eu tinha uma ideia para um livro a cada espirro. Meus pais achavam que isso era uma fase, que logo eu ia tomar um rumo na minha vida e tolamente achavam que se me desmotivassem eu iria desistir logo disso, mas se de um lado eles eram até cruéis, por outro eu fazia fãs das minhas historia, amigos e amigos dos amigos, as pessoas liam minhas historias e era incrível o reconhecimento, mas calma, você deve estar pensando mas eu nunca ouvi falar de você?! Bom na minha adolescência não tínhamos computador em casa, não como hoje em dia e quase ninguém tinha celular e os que tinham era aqueles Nokia com o jogo da cobrinha, sim eu sou um bocado mais velha do que pareço hehehe Então ninguém era famoso em rede social, era algo boca a boca mesmo.

Mas por diversos problemas desde crises familiares a lesão que meu pai sofreu no trabalho, minha família se viu a ponto de passar por necessidades básicas, eu tive que guardar meu sonhos em caixas em cima do guarda roupa, vestir roupas de adulto e começar a trabalhar para ajudar em casa. E como eu ia dizer para os meus pais que eu queria ser escritora? Não existe faculdade para isso, aqui no Brasil a maioria se forma em Letras, mas isso não te faz um escritor e mesmo assim, eu não tinha condição de sair do ensino médio, trabalhar e bancar uma faculdade. Muita coisa aconteceu, passei por provações e dificuldades que hoje eu enxergo como obstáculos que me tornaram mais forte.

Hoje eu estou casada, sou mãe de um casal de gatos e uma passarinha linda, encontrei um homem maravilhoso que acredita nos meus as vezes mais do que eu. Ainda lembro da cara dele quando abri minha caixa com meus manuscritos e li para ele cada uma de minhas historias e a forma eloquente que ele dizia que eu precisava publicar tudo aquilo, que eu precisava mostrar para o mundo meu tesouro, algo renasceu dentro de mim, esperança de que isso é e sempre foi o meu destino. Ser uma escritora!

Atualmente eu tenho passado meus manuscritos para o computador, refinado o texto, acrescentando ou retirando parágrafos e alimentando esse sonho enorme que eu tenho. Quando vou publicar meu livro de estreia? espero que em Setembro e pode ter certeza que vocês vão ser os primeiros a saber! =D

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bjs de luz!

 

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