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Peter Pan

19 de Janeiro de 2016

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Quando criança, eu esperava a lua chegar sentada na janela, com grades de proteção verde do meu quarto, eu me perguntava: Como o Peter vai me levar para a Terra do Nunca assim?

Qual incrível seria não crescer e ser criança para sempre, poder voar e ter uma fada como melhor amiga…Um lado meu queria acreditar em tudo aquilo que eu lia, queria acreditar que o mundo podia ser magico e fantástico. Era fácil me identificar com Wendy, eu também era a irmã mais velha.

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Ler a historia depois de adulta dá uma nova perspectiva. Peter é egocêntrico e tem memoria seletiva. A frase: Quem não é visto, não é lembrado. Cai muito bem a ele. E a comovente necessidade de ter uma mãe, que nós mostra que ate os mais independente e desalmado das crianças precisa de uma mãezinha que cuide dele.

Sininho a Fadinha que ficou famosa depois de ganhar uma serie de filmes, no livro ela mostra um lado bem diferente daquele que a Disney vende. Sininho é maquiavélica, tomada por ciumes de Wendy com Peter, ela arquiteta um plano para matar a menina. Banida por sua má conduta, ela ainda trai os meninos perdidos, informando sua localização ao Capitão Gancho e os piratas, o que mostra seu lado vingativo de ser.

Capitão Gancho é aquele personagem que a gente quer odiar, faz parte existir o clichê, confronto do bem e do mal.

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“Cada vez que uma criança diz “Eu não acredito em fadas” em algum lugar uma pequenina fada cai morta no chão.”

A narrativa não é tão magica depois que se cresce, quando se estuda a verdadeira historia por trás da fantasia criada, quando se descobre a vida e obra do autor James Matthew Barrie percebe que a vida real está bem mais próxima da ficção do que pensamos.

Ha quem acredita que Peter Pan foi inspirado no irmão que morreu ainda criança, David, de Barrie e por isso Peter nunca iria crescer. E sua amizade com os cindo filhos de Sylvia Llewelyn Davies, uma dona de casa viúva a quem o escritor conheceu por acaso, para criar os meninos perdidos. E a necessidade de Peter em querer uma mãe ao fato da própria mãe de Barrie se sucumbir a depressão negligenciando os outros filhos.

O hospital infantil Great Ormond Street de Londres, ao qual Barrie cedeu em 1929 os direitos autorais de seu livro, escolheu a romancista Geraldine McCaughrean para dar continuidade a historia de Peter com o novo titulo de Peter Pan Escarlate.
Para a escolha foi feito um concurso em 2004, ano que marcava o centenário da obra e autores do mundo todo participou.

Peter Pan é uma historia que eu vou querer ler para meus sobrinhos e netos, fato. E se você ainda não a conhece, aproveite essa coleção incrível da Zahar!!!

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